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Outros tópicos:

Intoxicações

 

 

 

Agente etiológico:
Leishmania (Vianna) guyanensis - Floch, 1954, responsável pela forma cutânea difusa da leishmaniose.
Leishmania (Leishmania) amazonensis - Lainson e Shaw, 1972, responsável pela forma clínica cutânea, porém alguns casos podem desenvolver a forma clínica difusa e incurável da doença; em casos mais avançados pode haver o comprometimento nasofaríngeo.
Leishmania (Vianna) braziliensis, Vianna, 1911, responsável pela forma cutâneo-mucosa. No Estado de São Paulo é a espécie incriminada como o agente etiológico da doença, principalmente, da forma cutânea. A forma clínica mucosa é detectada em apenas 3 a 5% dos casos de LTA.

Os protozoários do gênero LEISHMANIA, do qual o primeiro descrito por Ross, no ano de 1903, compreende várias espécies encontradas em todo o mundo, e estas diferentes espécies vem sendo responsabilizadas pela doença, com sintomatologia característica conforme a espécie causal. Afim de bem caracterizar cada uma dessas doenças, e concomitantemente cada espécie causal, assim como os vetores comumentemente encontrados como veiculadores desse protozoário parasita, resolvi fazer um resumo dessas diferentes enfermidades infecto-contagiosas, todas indistintamente chamadas por Leishmanioses, porém adquirindo nomes próprios conforme a região do globo em que vem sendo assinaladas.

1 - BOTÃO DO ORIENTE OU LEISHMANIOSE TEGUMENTAR -

Sinonimia: Cravo ou Botão de Biskra , Botão de Touggourt, Botão de Zibans, Botão de Laghouat e Botão d'Ouargla na Argélia; Botão de Tebessa ou de Gafsa na Tunísia; Botão do Nilo no Egito; Botão d'Alep na Siria; Botão de Bagdad ou de Bouchir na Arábia; Botão de Delhi na Índia, Botão das Filipinas nesse mesmo país e Úlcera de Baurú no Brasil.

Essa moléstia infecto-contagiosa, é causada no velho mundo por diversas espécies desse gênero - conforme abaixo relacionado , e no Brasil, embora inicialmente fosse confundida com o mesmo agente causal do velho mundo, modernamente lhe é atribuído um agente causal específico.

1 - Leishmania donovani (Laveran et Mesnil, 1903)

Agente das Leishmanioses viscerais, Calazar Indiano, Leishmaniose Infantil da Área do Mediterrâneo e o Calazar Americano ou Leishmaniose visceral americana.
 

2 - Leishmania canis (Cardamatis,1911)

Leishmaniose visceral dos cães e gatos.


3 - Leishmania infantum (Nicole, 1908)

Calazar na área do Mediterrâneo, hoje reconhecidamente idêntico ao Calazar Indiano, de Wright.
 

4 - Leishmania tropical (Wright , 1903)

Agente da Leishmaniose cutânea ou botão do Oriente, Botão de Biskra ou Botão de Aleppo.


5 - Leishmania braziliensis (Vianna , 1911)

Determina a Leishmaniose tegumentar americana, ou Leishmaniose cutaneomucosa, Espúndia, Uta, Úlcera de Baurú no Brasil.


Na realidade, com base nos trabalhos já efetuados no Brasil, parece existir mais de uma espécie funcionando como vetor para essa doença , assim como na América em geral . São, no entretanto, no Brasil, conhecidos pelos nomes populares de Mosquito Palha, ou Cangalhinha. Nos Estados Unidos e países de língua Inglesa, é esse vetor conhecido vulgarmente por: " sandfly ".

Nota - Trabalho de identificação desse mosquito efetuado nos EUA, na Universidade do Missouri - Faculdade de Medicina Veterinária - inclusive com foto do mesmo, efetuado pelos pesquisadores RMCorwin e Julie Nahm, pode ser visto pela Internet, no seguinte endereço: http://www.missouri.edu/~vmicrorc/Arthropods/Diptera/Lutzomyi.htm

2 - LEISHMANIOSE TROPICAL OU VISCERAL

 

 

 

 

 

Cutaneous leishmaniasis

of rural (African)

 

 

 

 

 

Sinonimia - Kala-Azar, Moléstia de Sahib, Fébre Dum-Dum, e outros nomes. Esta forma clínica da doença, endêmica em numerosos pontos da Índia e da África, é produzida pelo mesmo protozoário descoberto no ano de 1903, por Leishman, no Hospital Militar de Londres, e alguns meses após por Donovan em Madras. Pouco tempo depois, Manson e Low também o isolaram de casos de pessoas internadas no Hospital da Marinha em Londres, e também na Alemanha por Marchand e Ledingham, estes últimos em cadáveres de pessoas mortas procedentes da China. Recebeu essa doença o nome de Leishman, assim como seu agente causal, em consideração e homenagem a uma sua monografia pioneira escrita a respeiito desse agente causal e da própria doença.


Muitos trabalhos vem sendo realizados, principalmente em nosso país pelo Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro e pelo Instituto Butantam de São Paulo, com a finalidade de melhor conhecendo poder também melhor serem realizados trabalhos profiláticos contra esse mal, que assola principalmente as regiões recém desbravadas de nosso interior. Mesmo no interior paulista, na região de Araçatuba, recentemente vários focos dessa doença foram assinalados em cães, o que está sendo pesquisado pela Faculdade de Medicina Veterinária local , pertencente a UNESP. Enfim, para melhor entendimento a respeito dessas moléstias, pois são na realidade várias e não uma só, apenas trabalhos ingentes poderão elucidar melhor seus agentes etiológicos e respectivos vetores, e assim nortear os trabalhos para sua erradicação.

Leishmaniose - artigo
Mosquito vetor - transmissor da Leishmaniose

A Leishmaniose Tegumentar Americana  ->  deformante.

O transmissor é de uma das várias espécies de flebotomíneos (mosquito palha, cangalhinha, tatuquira etc). Os hospedeiros invertebrados estão restritos a espécies de flebotomíneos hematófagos (Ordem Diptera, Família Psychodidae, Sub-família Phlebotominae), especialmente à subspécie Lutzomya longipalpis no Novo Mundo e ao gênero Phlebotomus, no Velho Mundo.

 

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